22 de abril de 2010

Além do Tiradentes...

Ontem foi aniversário de Brasília, nossa capital federal. Ela fez 50 anos. Uma cidade relativamente nova e que "deu o que falar".

Brasília foi construída do nada, no meio do centro-oeste brasileiro por Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil, na época. O plano urbanístico ou Plano Piloto, foi concebido por Lucio Costa, famoso arquiteto e urbanista. Muitos dizem que a planta da cidade tem formato de avião, outros de cruz, mas o próprio Lúcio Costa disse que se inspirou numa borboleta. Na minha opinião é um avião sim, pois remete à idéia de progresso, máquina, indústria, que era tão defendida não só pelos modernistas como pelo próprio Juscelino. O lago Paranoá já existia em projeto desde 1893 e foi adaptado ao projeto de Lucio Costa. A maioria dos prédios públicos tem projeto de Oscar Niemeyer. O plano urbanístico foi inspirado pelas idéias de Le Corbusier, arquiteto francês que teve grande influência na arquitetura moderna brasileira.

A idéia era dividir a cidade em setores. Então, as asas são compostas, basicamente por superquadras (são quarteirões gigantescos mesmo) residenciais, quadras comerciais e entrequadras de lazer e diversão. O Eixo Monumental é composto, basicamente, dos prédios do governo - Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes.

Eu tive a oportunidade de visitar Brasília na época da faculdade (faz tempo, hein?? hehe) e a cidade é muito interessante. Porém, é um pouco complicada. Primeiro: é uma cidade para carros. Se você depende do transporte público, vai sofrer (acredite, eu usei ônibus lá e as condições não são boas). Primeiro porque transporte público no Brasil já não é nenhum supra sumo, segundo porque você tem que andar muito até um ponto e terceiro, em alguns lugares, simplesmente não tem calçada! Ou você anda no mato ou corre o risco de ser atropelada.
Segundo: dependendo de onde você esteja, pode ter que atravessar a cidade para ir em uma farmácia.

Eu entendo a idéia do Lucio Costa, mas ele projetou a cidade pensando que todo mundo seria rico, teria carro e que a cidade não ia crescer como cresceu. No papel, é lindo, mas na prática...

2 comentários:

Juliana Reis disse...

Concordo com vc!
Sem contar a corrupção que estigma a cidade!
Acredito que o projeto reflita um momento na época. E se formos pensar o Brasil privilegia a indústria automobilística. Não é por ser rico que tem-se carro. Pq tem cidades na europa que a elite incentivou o uso da bicicleta.

Dedé disse...

É verdade Ju!
Talvez a palavra seja elitista...

Obrigada pelo comentário!