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16 de fevereiro de 2014

Livro: Jeeves and Wooster - Right ho, Jeeves and other stories

O livro é uma coleção de pequenos contos com os personagens Jeeves e Wooster, sendo Wooster, um jovem aristocrata e Jeeves seu mordomo fiel, de P. G. Wodehouse. O livro é leve e seu autor foi considerado pelo Times como "um gênio da comédia reconhecido durante sua vida como um clássico e um mestre da farsa". 
Os contos tem quase sempre a mesma temática: Wooster, o aristocrata meio indiferente, meio fraco intelectualmente, está em apuros e Jeeves aparece com um plano brilhante para tirá-lo da situação desconfortável. Como disse, o livro é leve e a leitura é relativamente fácil (mas o autor usa umas abreviaturas que não são muito fáceis de decifrar às vezes), mas é um jeito brilhante de entender um pouco do humor inglês - é cheio de sarcasmo e ironia. 
Seus contos foram transformados em um série de TV entre 1990 e 1993, estrelando Hugh Laurie como Wooster e Stephen Fry como Jeeves, que foi um grande sucesso. Eu assisti
alguns episódios logo que cheguei aqui, em 2010 e, sinceramente, não achei muita graça. Acho que agora, com mais anos experimentando o jeito inglês de ser, entendendo melhor o contexto e depois de ler o livro, com certeza vou gostar mais da série.

5 de janeiro de 2014

A era de Elizabeth I

Diz a lenda que o que você faz no primeiro dia do ano é o que você vai fazer o resto do ano. Então, a gente sempre tenta ir a um museu ou galeria no 1 de janeiro. Virou nossa pequena tradição :)

Esse ano, resolvemos ir à National Portrait Gallery, ver a exposição Elizabeth I and Her People, que reúne retratos da rainha, mas também de seu público, assim como objetos do dia-a-dia da era elizabetana. 

Elizabeth I reinou por 45 anos (1558 - 1603) e esses anos foram de um empreendedorismo extraordinário. Novas oportunidades para a criatividade e a geração de riquezas nesse período deram início à chamada classe média. As mudanças ocorridas neste momento, moldaram o futuro da Inglaterra e do País de Gales. A Igreja da Inglaterra se estabeleceu e ao longo do tempo, grande parte do país abraçou a fé protestante. O mundo estava se expandindo através da exploração marítima e comércio, cidades cresceram em tamanho e população e a economia floresceu. 

A exposição explora a história dos nobres e aristocratas, mas também de outras pessoas talentosas, como exploradores, soldados, comerciantes, artistas e escritores. Um desses talentos me chamou a atenção: Esther Inglis, uma francesa que se mudou ainda bebê com a família pra a Escócia. Ela aprendeu caligrafia com sua mãe e entre seus patronos estão a própria rainha Elizabeth I e seus ministros. Eu achei sua obra fantástica e atingir tal perfeição com uma caneta de pena é algo extraordinário para mim. Infelizmente a exposição é até hoje apenas, mas no site da National Portrait Gallery, você pode assistir alguns vídeos que explicam um pouco da exibição e são uma aula de história (em inglês).

Esther Inglis, fonte Wikipedia

19 de outubro de 2013

Oooiiii :)

Faz mais de um mês que eu não posto aqui. Mas a vida do lado de cá da telinha estava tão agitada, que juro, não deu tempo. Nesse mês que se passou eu tive uma hen do (despedida de solteiro) aqui em Londres, meu casamento no Brasil e a lua-de-mel em Punta Cana! Ufa!

Então, pra retomar, vou começar do começo, certo? Aqui em Londres, e acho que na Inglaterra, é muito comum as meninas terem uma hen do e os meninos uma stag party (despedida de solteiro). Já ouvi falar de gente que foi viajar um fim de semana com os/as amigos/amigas, de gente que vai pra um strip club (tanto pra eles como pra elas), até coisas mais leves como chá da tarde em um hotel bacana ou ir ao cinema. Mas o que é muito comum é a noiva "se fantasiar" e sair no meio da rua, pegar metrô e tals... mico total! 

Quem organizou a minha hen do foi a minha cunhada e, olha, devo dizer que ela fez um ótimo trabalho! Foi uma das tardes/noites mais divertidas da minha vida e eu curti muito! :) 

Começamos numa academia perto de Angel, para uma aula de dança burlesca. A aula foi super divertida e a professora era show. Só que a coreografia era um pouco comprida e eu só consegui lembrar bem a primeira parte. Detalhe, eu tive que apresentar a coreografia no final sozinha pras meninas... Bom, lógico que não iam deixar barato e eu tive que dançar assim:


Marido (uuuiiii :)) não ficou nada impressionado com o vídeo da minha dança e se acabou de rir... aliás, todo mundo que viu o vídeo se acabou de rir... acho que eu não levo muito jeito pra essa coisa sexy... oh well... :)

Depois da aula, fomos tomar drinks no lindíssimo Hotel Renaissance na estação de St Pancras. Sabe aquele chique? Pois é, e eu vestida assim:

No meio do caminho tinha um Tesco e eu fui comprar uma cerveja...

Como as meninas são muito legais, todas estavam vestindo um par de asinhas de borboleta :) inclusive a minha sogra, ok?? hahaha
Lá no hotel, ainda encontramos 2 americanos que também estavam em Londres pra um casamento e uma das meninas - a única solteira, diga-se de passagem - ainda ficou com um deles!!! Essa hen do foi um sucesso! :)

Depois dos drinks, fomos até um restaurante em Green Park, que depois de certo horário vira balada e aí... bom, aí o resto é história... :)



17 de julho de 2013

Stories on Broadway Market

No fim de semana, com aquele calor todo, resolvemos que não íamos pegar metrô (um pensamento recorrente nesses tempos de Rio Londres 40 graus é: imagina a central line (que é a nossa linha) às 8 da manhã? Pessoal que não tem alternativa para chegar ao trabalho deve estar morrendo!). Então resolvemos ficar aqui pelo bairro mesmo. Sabe, eu nunca falei muito de Hackney aqui no blog; mas isso vai mudar - já estou com uma idéia aqui :) Mas eu gosto muito do meu bairro. E agora que virou hipster, tá cheio de novidades legais.
Uma dessas novidades é o recém inaugurado Stories, que fica na Broadway Market (onde de sábado tem um mercado de rua bem legalzinho). 


Eu não sei te responder se é um bar, pub ou café... Eles servem café da manhã o dia todo (até às 4 da tarde durante a semana e até às 5 de fim de semana) e à noite, "comida de bar". A gente não queria comer nada, já que íamos jantar dali a pouco, então resolvemos nos refrescar com os smoothies. Mas não se iluda, esses são diferentes: com bebidas alcóolicas :) uma ótima alternativa à Pimms... 

Smoothie de banana com rum, cointreau, suco de limão e leite / suco de morango com abacaxi, rum e água de coco
O lugar é super bem decorado, com móveis originais, feitos especialmente para o bar e luminárias super modernas. O ambiente tem uma leveza bacana, devido à claridade que vem da clarabóia na parte do fundo, onde também tem um sofá com algumas plantas, que dá um ar tropical pro lugar. A área do bar/balcão tem a parede de tijolo aparente, que contribui pra essa vibe rústica e faz um contraponto com a modernidade dos móveis e luminárias.


Recomendo muito o Stories se você está perto de London Fields e quer dar uma paradinha num lugar charmoso e com drinks refrescantes. Ainda não posso falar sobre a comida, mas com certeza, quando for lá de novo, volto aqui pra atualizar. Desculpem as fotos tiradas com o celular, mas acho que dá uma idéia. Entrem aqui para ver fotos de qualidade e se inspirarem a vir visitar ;)


Metrô mais próximo: Bethnal Green ou de trem (National Rail): London Fields (partindo de Liverpool Street St).
Aberto todos os dias das 10 da manhã à meia-noite.

28 de abril de 2013

52 objetos - no. 34


Objeto no. 34 - sombrinha
Onde está - dentro da minha bolsa ou em uso
Quantidade - 1
Escolhido porque - Eu juro que já tinha pensado nesse objeto antes da Isabela postar no blog dela, mas bobeei e dancei... hehe - acontece nas melhores famílias. Eu comprei essa sombrinha assim que cheguei em Londres em 2009, porque vi que sem essa fiel escudeira, a vida na cidade fica bem mais estressante. Ela já me acompanhou pra muitos lugares e eu a uso muito mesmo. Engraçado que comprei numa promoção da Paperchase a preço de banana e ela já tem 4 anos! Gosto porque é uma estampa alegre (o fundo é branco!!!!) e naqueles dias de chuva, indo pro trabalho, quando todo mundo abria suas sombrias pretas/cinzas/azuis, a minha se destacava! :) E realmente, não dá pra morar em Londres e não ter sombrinha! E ela tem que ficar na bolsa o tempo todo, porque você nunca sabe quando vai precisar! 

24 de fevereiro de 2013

Pensando na vida

Toda vez que eu leio no jornal sobre a crise mundial, sobre demissões em massa de grandes companhias, que essa geração não vai ter dinheiro nunca pra conseguir comprar uma casa (pelo menos aqui em Londres), fico pensando que merda, sabe? A pessoa estuda, tem um emprego bom, mas os preços são absurdos. 
Outro dia, no trabalho, eu estava conversando com meus colegas. Um deles, durante a universidade morava em outra cidade e, por isso, não morava com os pais. Quando acabou a universidade, ele voltou pra Londres e a morar com os pais. Acho que porque é mais barato, ele continua morando com os pais até hoje (faz uns 3 anos) e reclama muito e fala muito que gostaria de ter um lugar só pra ele. Mas os preços estão absurdos e ele, ganhando um salário não muito bom, mas melhor do que muita gente, preferia tentar economizar para, quem sabe por um milagre, conseguir comprar um apartamento. Mas, uma coisa que eu achei interessante é que ele paga aluguel pros pais! A mãe, há muito tempo não cozinha para ele. Ele compra todos os ingredientes e ele cozinha pra ele mesmo. Ele tem as tarefas que ele precisa fazer para ajudar na limpeza da casa. Achei isso, apesar de meio duro pra gente - que família no Brasil ia obrigar o filho a pagar aluguel morando com eles? Eu não conheço, e olha que conheço várias pessoas que já passaram dos 30 e continuam morando com os pais e não pagam nada! - uma ótima idéia, principalmente se o filho tem um emprego (mesmo que não seja um Empreeeego). 
Meu outro colega, também disse que vai devolver cada centavo que usou da mãe para pagar a faculdade. Putz, daí eu fiquei mal, porque meu pai pagou minha faculdade e eu nunca devolvi o dinheiro pra ele! haha
Mas acho que os ingleses tem uma relação com dinheiro e com filhos muito diferente de nós, brasileiros. Olha, essa é minha opinião, baseada na minha experiência, tá? Mas assim, o que eu sinto, é que os ingleses são muito mais independentes dos seus pais. Isso, acho que resulta em pessoas menos acomodadas em vários sentidos. É óbvio que conheço muitos brasileiros que ralaram desde sempre e conquistaram muitas coisas sem a ajuda dos pais. E eu realmente admiro essas pessoas. Mas tô falando mais num sentido de dinâmica familiar mesmo. Acho que poucas famílias no Brasil cobrariam aluguel do filho se eles pudessem arcar com essas despesas, entendem? Ou melhor, poucas famílias no Brasil iriam ter uma atitude assim: você é um ser adulto, com trabalhos e responsabilidades de adultos e por isso, deve ser tratado como tal. 

22 de abril de 2012

A place to call home

Ontem eu fui à uma exibição na RIBA (Royal Institute of British Architects). Eu, arquiteta de araque que sou, nem sabia que o prédio da RIBA também abrigava exposições. Enfim, essa conta com curadoria da Sarah Beeny, que é, além de property developer (algo que o google traduziu como incorporador de imóveis - mas eu nem sei se essa profissão existe no Brasil), apresentadora de alguns programas do Channel 4 sobre imóveis. A exposição é muito interessante e conta, de maneira bem sucinta, a história da casa - ou melhor, do lar - inglês desde o século XVIII. Fala das casas georgianas, victorianas até os dias atuais. E tenta explicar como, por exemplo, a idéia da máquina de morar se transformou nas habitações populares do governo. É interessante observar que, apesar de técnicas e materiais novos terem surgido, a preferência dos ingleses (veja bem, falo aqui da minoria, de quem tem dinheiro para comprar uma casa e, além disso, pode escolher) é pelo detalhe e aparência de casas georgianas e victorianas. Eu gostei bastante da exposição e, pra quem gosta de design e arquitetura, vale a pena ficar ligado no website da RIBA para novas exibições e mostras. Na verdade, só a ida até o prédio, em estilo art deco, já vale. O átrio tem uma escada majestosa que liga o térreo ao primeiro andar, onde você se sente num filme dos anos 30.

13 de abril de 2012

Tentando ser saudável

Às vezes, conciliar a vida trabalhística com uma vida saudável é bem difícil. Por exemplo, todo mundo sabe que ficar mais de 3 ou 4 horas em jejum não é bom, pois o corpo começa a acumular gordura, os níveis de glicose aumentam, etc e pode trazer vários problemas de saúde... por exemplo, quando eu estava com o colesterol alto, a nutricionista e a médica me recomendaram comer a cada 3 horas. Eu tento seguir à risca essas dicas, porque sei que com saúde não se brinca e porque quero levar uma vida saudável. Mas às vezes é super difícil me alimentar em intervalos razoáveis no trabalho. Várias vezes já tive reuniões que começaram antes das 10 da manhã e foram até 2 ou 3 da tarde. 
Outra coisa que eu sempre tento fazer é trazer meu próprio almoço. Aqui no trabalho não tem microondas, muito menos forno/fogão, o que significa que o meu almoço, a não ser que eu compre, é sempre frio. E daí, tem que ter um certo jogo de cintura para preparar comidas que sejam gostosas mesmo geladas, sejam saudáveis (pra mim não dá pra comer sanduíche todo dia) e que não seja umas folhinhas de alface e uns tomatinhos porque, geralmente, eu preciso de sustância! haha
Quando eu não trago meu almoço, eu tento comer algo em restaurantes/cafés que seja saudável. Aqui na City e espalhado por Londres, existem vários lugares onde você consegue comprar seu almoço por até 5 libras, o que ajuda muito no orçamento. Mas tem que tomar muito cuidado, pois cair na tentação do sanduíche ou outras comidas calóricas é super fácil! Então, um dos restaurantes que eu mais gosto é o Pod. Eles tem comidas saudáveis e sazonais, ou seja o menu do inverno não é mesmo que o menu do verão. Além do Pod, eu gosto das sopas do Eat, que oferece sempre duas opções: uma de mais sustância digamos e outra que, geralmente, tem menos de 5% de gordura. A sopa de tomate, manjericão e queijo de cabra é muito boa! Se me dá vontade de sushi ou comida japonesa, apesar de ser um pouquinho mais caro, opto pelo Itsu, que faz um box de salmão, arroz e salada que é uma delícia! Quando estou a fim de um sanduba (porque também ninguém é de ferro!), eu gosto do Apostrophe, que tem sanduiches que não levam molhos como maionese e sim humus e vem com bastante salada ou vegetais. 
Acho que esses restaurantes, não só pra quem trabalha, mas para o turista também, são ótimas opções. Primeiro que tem um em cada esquina, praticamente. Segundo que é uma opção barata e saudável - ou alguém ainda quer se entupir de McDonalds??? 

16 de fevereiro de 2012

Há uma semana

Gente, esse blog tá mais do que parado. Tenho várias desculpas, claro, mas a verdade é que além da falta de inspiração, meus dias andam lotadíssimos de coisas pra fazer. No trabalho, meu chefe insano quer tudo na hora, cada idéia que simplesmente passa pela sua cabeça, ele vira pra mim: Débora, precisamos fazer isso, também seria bom investigarmos (INVESTIGARMOS) aquilo, também quero uma lista de x... e assim vai. Além disso, uns projetos em paralelo, que mostro pra vcs logo, também me mantém ocupada depois das office hours. Quando tenho um tempo livre, só quero mesmo pensar em nada, assistir porcaria na tv e aproveitar pra relaxar!
Na quinta passada, enquanto eu trabalha em casa, meu namorado foi à um curso de butchery, que seria açougueiro? Ele ganhou um voucher de presente de Natal e aproveitou para ir. Nesse açougue, eles dão cursos que ensinam os vários corte da carne e explicam como limpar, cortar e cozinhar aquele pedaço de carne. Tem pra carne de vaca, carneiro, porco, linguiça e deve ter para mais coisas que não me vem à cabeça agora. Além disso, eles oferecem um jantar com o tipo de carne do curso que você está fazendo, com acompanhamentos e vinho. E, pra melhorar mais ainda, você volta pra casa com o seu pedaço de carne usado no curso. 
Pois bem, namorado chegou em casa com um pedaço de porco de 3,5kg + as costelas + um pedaço maravilhoso de fillet de vaca que deram de brinde! Dividimos o porco em 3 partes e no domingo, resolvemos assar a primeira. Eis o resultado :)




Para quem se interessou, o açougue é esse aqui.

5 de fevereiro de 2012

Neve

Quando neva em Londres, você vira criança, não tem jeito! Todo mundo se empolga! A vontade de fazer guerra de bola de neve, um boneco de neve ou um anjinho toma conta e você se sente com 5 anos de idade. Foi assim que, ontem, 11h da noite, o namorado e eu saímos do quentinho do flat pra freaca da neve pra virar criança por 10 minutos! 

Jardim de casa

Diversão: fazer anjinho

No estacionamento do meu prédio

1 de fevereiro de 2012

O Brasil e o V&A

Sexta-feira passada eu fui ao Victoria and Albert Museum em uma late Friday (de sexta, o museu fica aberto ate as 10h da noite) para a Brazilian party. A ideia era chamativa: musica brasileira, workshops, instalacoes de artistas brasileiros e comida e bebida tipicas. Na realidade... bom na realidade tudo eh diferente, ne? A Marina fez esse post muito bacana e as vezes eu me sinto assim. Nao vou esculhambar o V&A, porque eh um museu que eu gosto muito e tambem naop vou esculhambar os organizadores brasileiros. Mas poxa... tanta coisa legal pra mostrar sobre o Brasil. Tanto estilo musical que o pessoal nao conhece, artistas novos, etc. e adivinha? Foi lah o clichezao do samba das muletas peladas, funk do Tropa de Elite e uma instalacao super mixuruca de algumas sombrinhas de frevo pendendo do teto. O que eu fiquei pensando foi: uma oportunidade dessas, em um dos museus mais bacanas e famosos de Londres, um publico heterogeneo... enfim, tinha tudo pra mostrar a diversidade do Brasil para um publico enorme e eles vao la e apresentam a mesma ideia que a populacao nao-brasileira ja tem na cabeca. A gente aqui tentando explicar que o Brasil eh muito mais que samba, mulher pelada e futebol e os caras me dao uma dessas... me revoltei um pouco... mas enfim, vai uma fotinho do futebol de botao que por um lado eu achei super legal, mas por outro eh a mesma historia... o tal do cliche...

11 de janeiro de 2012

Das tradicoes inglesas

Agora que eu estou frequentando muitas zzzzz reunioes, eu percebi o quanto o cha eh realmente intrisico a cultura inglesa/britanica. Eles sao o segundo maior consumidor per capita de cha do mundo! Eh claro que eu sempre soube que os ingleses tomam muito cha, mas agora que eu estou vendo com meus proprios olhos que eles tomam cha como se fosse agua, literalmente. E nao eh soh no inverno, pra esquentar nao. Voce chega em qualquer escritorio no meio do verao e la esta caneca de cha do lado.
Claro que cada um tem seu jeito de tomar cha, mas o jeito mais tradicional de tomar o cha eh (mais ou menos, ta? Eu nao sou nenhuma especialista... hehe) 90% cha e 10% leite. Entao, se voce estiver servindo alguem, se esse alguem for ingles, essa formula nunca falha :)
Eu, que sempre odiei a combinacao cha + leite, acabei adquirindo esse habito e agora eu tomo todo dia! Eu comecei tomando meu tradicional cafe com leite, mas a insonia me fez mudar para o cha. Mas eu nao aceito essa proporcao e na minha caneca vai uns 50% de cha e o resto de leite :) o problema eh quando alguem faz o meu cha por mim... hehe... nao eh intragavel, mas...
O cha misturado com leite, geralmente eh o cha preto e os mais comuns sao o English breakfast e o Earl Grey. E o produtor ingles mais famoso de cha eh a Twinings que eh praticamente uma entidade e fornece para a Rainha!  

7 de dezembro de 2011

Leitura

Faz um tempo eu acabei de ler Great Expectations. Nao eh a toa que eh um classico, recomendo muito. Li em ingles e devo dizer que achei dificil. Ele usa muitas girias e escreve no modo como eles falavam (eles = classe mais baixa de onde vem o personagem principal) em varios trechos. As notas de rodape ajudaram bastante (sim, eu li todas), mas confesso que a maior parte da leitura foi fazendo sentido em um contexto geral mesmo, sem me ater a detalhes. Mas, apesar disso, gostei mais de ler Dickens do que Wilde. Tirando O retrato de Dorian Gray, nao gostei muito das outras historias que li de Wilde. Mas em compensacao, adoro Jane Austen e ja li varios livros dela. Vamos ver, comecei a ler outro do Dickens: A Tale of two cities
E estou feliz que a BBC vai fazer um especial de Natal (acho que eh no Natal, me corrijam se eu estiver errada) e ano que vem sera lancado o filme, os dois baseados no livro. Pretendo assistir :)
Tambem quero dizer que a editora Penguin lancou uma colecao de classicos em capa dura coberta de tecido que eh a coisa mais linda desse mundo! Quero muito comprar alguns exemplares :) E abaixo, a capa do Great Expectations dessa colecao.

29 de outubro de 2011

Royal Exchange

Quinta-feira teve festa da empresa do namorado. Foi na Royal Exchange, do lado de Bank. Eu estava bastante animada, porque eu já tinha ido lá durante o dia e o prédio é lindo (por fora e por dentro). A primeira versão do prédio, construída em 1565 abrigava o que seria hoje para nós a bolsa de valores. O projeto foi baseado na bolsa de valores da Antuérpia, com um piso para comércio (não sei se essa é a palavra certa em português seria trading em inglês), escritórios e lojas dispostos em volta de um pátio. Em 1666, o prédio foi completamente destruído no Grande Incêndio de Londres e um ano depois começou a construção de outro prédio em seu lugar, com as mesmas características arquitetônicas do anterios e que só foi terminado em 1669. Em 1838 foi novamente destruído por um incêndio e o novo prédio ficou pronto em 1844. Esse é o edifício que está lá até hoje. Em 1953, por causa da Segunda Guerra Mundial, as atividades foram cessadas no Royal Exchange e ele se tornou palco para algumas peças. Em 1991 passou por uma restauração e hoje em dia abriga algumas lojas bem posh, como Luis Vuitton e Gucci. Dentro do prédio tem um café e deve ser bem gostoso sentar ali pra papear (infelizmente quando fui não tinha tempo). Ao redor do pátio, também tem um restaurante, que inclusive foi parte da Restaurant Week.

Imagem daqui.
Imagem daqui. Dá pra ver o Gherkin no fundo :)
Mas voltando à festa da firrrrrrrma: foi bem legal! Muita bebida e comida gostosa. Aliás, de doce, tinha macaroons, que eu amo! Comi tanto... hehe
E a cereja no bolo foi o show desses caras - que eu nem sou super fã, mas essa música principalmente, marcou muito minha infância! E foi legal reconhecer várias das músicas que eles tocaram.

25 de outubro de 2011

Downtown Abbey

A gente nao tem tv em casa... o namorado tem uma tela grande de computador e a gente assiste tudo pela internet. Entao, depois de assistirmos praticamente todas as series americanas - principalmente as comedias - a gente comecou a assistir Downtown Abbey, uma serie inglesa produzida para a itv. A serie comeca no pre-primeira guerra mundial, numa propriedade (sim, porque a "casa" eh praticamente um palacio!) ficticia chamada Downtown Abbey, em Yorkshire.


Assistimos 3 episodios ate agora e eu adorei! Super bem escrita (o escritor principal eh o tambem ator Julian Fellowes), ganhou varios Emmys e Baftas, inclusive o Emmy de melhor roteiro; atores maravilhosos; o figurino; a fotografia... e a historia, claro. Acho que eh super interessante para quem se interessa pela vida na Inglaterra nesse periodo.


Dessa vez eu nao estou enganda! Da para assistir a segunda temporada online (nao sei como eh pra quem esta no Brasil) aqui. Mas tem data de validade. Por exemplo, o ultimo episodio a ir ao ar, domingo passado, fica la por 30 dias. Entao, o primeiro episodio, que foi ao ar em 18 de setembro, ja nao esta mais disponivel. E quem perdeu a primeira temporada, da pra comprar DVD ou pelo iTunes.

26 de agosto de 2011

Coisas da Inglaterra/Londres

As vezes eu leio uma materia no jornal ou pela propria experiencia de morar aqui e penso: nossa, como eh diferente do Brasil! ou pelo menos do MEU Brasil (meu no sentido da minha experiencia). Daih eu resolvi por conta da falta de inspiracao que toma conta do meu ser ultimamente que talvez muita gente que nunca veio pra ca possa se interessar em saber algumas diferencas entre aqui e o Brasil. De costumes, comidas, habitos, etc... Entao aqui vai...


A primeira coisa que eu levei um susto quando cheguei aqui: cozinha e banheiro nao tem ralo (banheiro soh tem ralo na banheira ou box). Entao, imagina eu, que venho de uma familia de italianos onde a minha voh materna buscava a mangueira la do quintal pra lavar o banheiro e jogar aquela agua pra limpar o chao e esfregar pra tirar todo o encardido, chegando aqui, num apartamento recem reformado, sem poder tacar uma agua no chao pra limpar. Mas, pelo menos, o chao era de porcelanato. Porque em muitas casas antigas, o chao do banheiro e da cozinha, era de carpete! CAR.PE.TE!!! Entao assim... meu lado Polyana falou mais alto e eu resolvi que a falta de ralo era o de menos. 


Outra coisa eh batata frita de pacotinho. Eh, dessas tipo Ruffles ou Pringles pros mais finos... A abundancia de pacotes de batata frita nos supermercados/vendinhas eh impressionante. Serio, no meio da tarde, bateu aquela fominha? Compra um pacote de batata. No almoco, junto com o sanduiche de ovo e maionese? Batata frita. Qualquer hora do dia? Batata frita! E voce pode escolher entre milhares de sabores, desde o tradicional Salt (soh um salzinho) ate sei la... camarao ou frango! Eu nao tenho o habito de comer batata frita, mas as vezes da uma vontade... Ainda mais na hora do almoco aqui no escritorio: eu com a minha saladinha e peito de frango (preparados em casa, tudo natureba pra nao engordar/aumentar o colesterol) e o cara do meu lado com um baita sanduiche cheiroso do subway (tem um do lado do meu escritorio) e um pacote de batatinha frita!! Eh de chorar! hahaha


O habito da leitura. Eh soh voce andar por aih na hora do rush que voce ve 99% das pessoas lendo. Pode ser um livro, pode ser um jornal desses que sao distribuidos diariamente de graca, pode ser uma revista - 99% das pessoas ao seu redor estarao lendo. Eu acho isso o maximo. E como andar no metro ou no onibus todo dia por no minimo meia-hora sem fazer nada eh um saco, eu ja me habituei a sempre ter algo em maos pra ler! E quando nao pego o jornal na entrada do metro, sempre me arrependo! 


Alguem aih tem mais alguma coisa???

22 de agosto de 2011

Entre o novo e o velho... oh duvida cruel!

A noticia desse post eh uma pouco velha... eu estava guardando esse texto pra uma outra coisa, mas ja que nao rolou, vou postar aqui mesmo :)



Sabe dessas coisas que existem ha muitos anos e de tao simples, entram no nosso imaginario como se existissem ha milenios e a gente nao consegue pensar em nada diferente? Pois entao, o atual mapa do metro de Londres eh uma dessas coisas que eu achava que existia desde sempre, nunca dei muita atencao, mas a primeira versao desse mapa eh de 1930. Acho que me sentia assim porque o mapa eh simples, facil de ler e entender e com uma selecao de cores bem bacana. So que nao eh geograficamente preciso (principalmente depois que varias linhas novas entraram em circulacao). Entao o designer Mark Noad resolveu fazer a sua versao para o mapa do metro e acabou gerando uma polemica danada! O desenho original, do designer Harry Beck, foi atualizado pela ultima vez em 1960. Desde entao, o metro ganhou muitas outras linhas e o desenho do mapa foi se adaptando sem perder o design original. O que Noad aponta eh que o design antigo nao guarda nenhuma ou quase nenhuma relacao com a realidade. E que o novo desenho eh mais preciso na relacao com as distancias reais entre as estacoes. Os ingleses, como bons conservadores que sao, estao idignados com essa nova ideia! Na minha opiniao, o design do mapa atual eh um classico! Eh facil de entender, de se localizar, tem cores interessantes, que prendem a nossa atencao. Eu nao acho que o mapa do metro deva ser uma copia fiel da realidade, mesmo porque, eh para isso que existem os mapas da cidade, certo? Mas tambem nao acho que a ideia deve ser descartada. Na verdade, acho que deveriam disponibilizar os dois mapas e a pessoa escolhe qual usar. E ninguem precisa ficar nervoso! :)

14 de agosto de 2011

Don Quixote

No post anterior eu disse que ia falar mais sobre o ballet que fui assistir na Royal Opera House (quero fazer um post sobre a ROH também, mas será uma outra hora, bare with me). Eu fui assistir Don Quixote, baseado no livro homônimo de Cervantes. O ballet é em grande parte baseado em apenas dois capítulos do livro. O roteiro pode ser visto na Wikipedia, então, vou poupá-los... mas a parte que eu mais gosto é quando Don Quixote está na floresta e sonha, no terceiro ato. Esse ato tem a sequência das dríades, que eu considero uma das partes mais lindas de todos os ballets que eu já vi e o solo da rainha das dríades é maravilhoso. Mas o ballet, em geral, é ótimo, vibrante, a música é excelente e te passa uma energia boa. Então, mais do que palavras, coloquei dois vídeos, o primeiro é da Kitri (no quarto ato) e é a mesma bailarina que eu vi dançar. O segundo é das dríades.




9 de agosto de 2011

Tudo junto, ao mesmo tempo, agora

Me desculpem minha ausencia. Mas alem de nao ter acontecido nada de muito interessante, a semana passada foi uma loucura e nao deu nem pra contar o pouco que aconteceu. 
Na quarta fomos assistir o ballet Don Quixote na Royal Opera House. Eu ainda quero fazer um post decente sobre isso, entao vou falar so o seguinte: foi maravilhoso e toda vez que vou `a Royal Opera House eu me surpreendo com a sua beleza!
Nos outros dias, muito trabalho e a mulher que trabalha comigo me dando um hard time a ponto de me fazer explodir na sexta-feira. Nada drastico, mas quem me conhece sabe que eu sou super calma e easy going e pra me tirar do serio, demoooora... mas enfim, agora esta tudo mais ou menos bem, mas ela continua uma chata de galocha! Eu soh quero fazer meu trabalho, da melhor maneira possivel e aprender! Tenho muita coisa pra aprender ainda e nunca neguei isso! Agora, nao vem querer me culpar pela sua incopetencia! Mas enfim... ja passou e eu nao vou me prolongar porque aqui nesse blog eu quero eh falar de coisas boas e interessantes! :)
O que infelizmente nao eh o assunto a seguir, mas quero comentar...
As riots aqui em Londres estao me dando medo. Ontem eles colocaram fogo em um carro perto de onde eu moro. Bem caotico... eu sei que o buraco eh bem mais embaixo, e assim, ate acho que as vezes, o protesto eh necessario. Mas SEM VIOLENCIA! Mas ao mesmo tempo, sera que chamaria a atencao do governo se nao fosse exatamente do jeito que esta acontecendo? Olha, eu nao estou incitando violencia, hein gente? Mas essa eh a maneira mais rapida e eficiente de chamar a atencao. Mas uma coisa eh lutar por alguma causa, outra eh incitar a violencia e badernar, o que eu acho que agora eh o caso. Enfim, acho que o governo precisa agir urgentemente, TODOS os principais governantes de ferias, que historia eh essa, minha gente??? Nao da pra tolerar mais essa situacao. E vamos torcer pra essa situacao melhorar logo. Londres nao merece.

1 de agosto de 2011

Geffrye Museum

Sabado fizemos um programinha bem bacana. Aproveitamos o solzinho e andamos de casa ate o The Geffrye: Museum of the Home. O predio do museu foi construido em 1716 pela Companhia de Ferragens com doacao de Sir Robert Geffrye (que foi Master da Companhia duas vezes e prefeito de Londres) e abrigou pessoas pobres e/ou idosas por mais ou menos 200 anos. No comeco do seculo XX, Shoreditch (onde o museu se situa) se tornou uma das areas mais populosas e insalubres de Londres e a Companhia resolveu vender o predio e realocar as pessoas em outro lugar. Depois de uma peticao contra a demolicao do lugar, o predio se tornou o Geffrye Museum, que foi inaugurado em 1914. O Museu retrata o estilo das salas (living rooms) da classe media inglesa. As suas colecoes de mobiliario, tecidos, pituras e artes decorativas sao exibidas em uma serie de salas que abrangem desde 1600 ate os dias atuais. 


"A mostra leva o visitante a um passeio atraves do tempo, do seculo XVII com carvalho e paineis, alem do esplendor refinado do periodo georgiano e o estilo elevado dos vitorianos, para a modernidade do seculo XX, como visto em um flat do de 1930, um quarto do meio do seculo no 'estilo contemporaneo' e um espaco de morar (traducao livre) em um deposito convertido". 


A exposicao permanente tem entrada gratuita, mas ate final de Agosto esta acontecendo uma outra exposicao, sobre a casa da classe media japonesa e essa custa £5. Alem da exposicao, os jardins que envolvem o predio sao lindos e a gente ficou sentado um tempao apreciando o solzinho na cara :) e eu aproveitei e tirei umas fotinhos, de qualidade duvidosa, mas tudo bem (gracas ao celular que tem camera e a cachola que lembrou de tirar fotos de alguma coisa nessa vida!).


Escrivaninha da sala em 1695.
Lareira na sala em 1790.

A sala que eu mais gostei: 1830.



Sala de 1965.
Geffrye Museum: 136 Kingsland Road, Shoreditch - E2 8EA