Mostrando postagens com marcador arquitetura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arquitetura. Mostrar todas as postagens

15 de junho de 2014

Red House

Aaah, eu sei que faz um tempão que eu não apareço aqui. Mas falta de assunto e, devo confessar, falta de saco pra ficar pensando em assunto pra escrever aqui, me fizeram dar uma desanimada. Mas esse post eu não podia deixar de escrever, mesmo com dias, semanas, meses? de atraso. Eu sonho em conhecer esse ícone da arquitetura desde a época da faculdade! Nós fomos lá dia 25 de Maio e o dia estava espetacular, o que tornou tudo ainda mais gostoso.

A Red House é a maior e principal obra do Movimento Arts & Crafts que teve como líder William Morris e foi construída entre 1859 e 1860 para ser sua residência. Seu arquiteto foi Philip Webb, amigo de Morris e entusiasta do movimento, que aplicou os ideais do mesmo na arquitetura da casa. O Arts and Crafts começou como uma reação à industrialização, que era vista como culpada pelo empobrecimento das artes decorativas. Seus seguidores defendiam a habilidade do homem em fazer trabalhos manuais. Morris, ao se mudar para a suanova residência, teve dificuldades em decorá-la de acordo com seus ideais, foi então que surgiu a Morris & Co.: fabricantes de móveis e artes decorativas. A companhia foi fechada em 1940, mas seus desenhos ainda são vendidos por Sanderson and Sons e a famosa loja Liberty.

Quem quiser saber mais sobre a Red House, Morris e o Movimento Arts & Crafts, sugiro os artigos da Wikipedia, que dão uma visão geral bem interessante e o Victoria and Albert Museum tem bastantes peças expostas, além desse artigo - que leva a outros artigos - ótimo (em inglês).

Deixo vocês com as milhares de fotos que tirei. Uma pena que do interior não tenham saído muitas fotos boas. Em compensação, do jardim tem milhares... e fica bem óbvio da onde Morris tirava inspiração para suas criações!


























27 de fevereiro de 2014

Das esquisitices humanas

Antes de começar no emprego novo (já faz 1 mês!) eu me matriculei em um curso curto (3 meses) de interior design no Chelsea College of Art and Design. Fui a 2 aulas antes de começar a trabalhar, quando meu chefe me pediu delicadamente pra deixar o curso pro próximo termo, porque esses próximos meses seriam bem punk no trabalho.
Já na primeira aula, fiz amizade com as meninas (tinha um único menino no curso!) e as ouvi falando que queriam fazer um curso de AutoCAD (programa de computador que faz desenhos técnicos de arquitetura - planta, corte, elevação, etc). Na hora, eu falei: se vocês quiserem eu ensino vocês! Na hora pensei que eu estava mesmo sem muito o que fazer e se as coisas continuassem no ritmo que estavam, ia demorar meses até eu arrumar um emprego. A minha oferta foi recebida com o maior entusiasmo da galera e acertamos de começar as aulas na semana seguinte. Só que eu comecei a trabalhar, mas ainda assim, queria ensina-las. Acho uma gastação de dinheiro inútil, porque se você não pratica, você esquece tudo. E você só pratica mesmo quando tem um projeto ou emprego que exige dedicação. É uma bola de neve. Achei que pelo menos tendo as aulas comigo, elas teriam uma base e não gastariam a quantidade absurda de dinheiro que elas estavam pensando em gastar no curso.
Ficou decidido então que nos encontraríamos aos sábados, por duas horas. Tenho que dizer aqui que estou adorando dar aula! Nunca tinha tido a experiência, sempre tive horror de falar em público. Mas estou adorando! :)
Mas aí, sábado passado, aconteceu algo meio chato. Eu expliquei os comandos, dei tempo para elas tentarem, expliquei de novo e pedi para elas desenharem um quarto. Usando os comandos que a gente tinha aprendido nas 3 aulas. Uma das meninas se apavorou! Ela pediu pra eu fazer a porta pra ela. Eu não fiz, mas orientei ela como fazer e falei: agora você faz a janela. Ela não conseguia. Não sei o que aconteceu que ela travou. Eu falei pra ela se acalmar e lembrar o que ela tinha acabado de fazer. Ela não conseguia de jeito nenhum e só falava: eu sou burra, eu não consigo, eu sou burra. E simplesmente levantou, arrumou as coisas e foi embora. Falou que precisava tomar um ar puro, que ela não ia conseguir fazer nada naquela hora e foi embora. Eu, sem reação, consegui balbuciar: não, se você quiser, vai tomar um ar e volta e a gente tenta de novo. Mas ela não quis saber! Na hora, eu achei uma puta falta de educação e falta de consideração. Depois ela me mandou um email se desculpando e, obviamente, eu desculpei e deixei pra lá! Ela me disse que está tendo problemas pessoais e tal e lógico que você, como ser humano, entende que todo mundo tem seus problemas e de vez em quando todo mundo pira um pouco.
Mas aí, o problema é (e já aconteceu isso com outras pessoas próximas a mim - então não é uma questão dessa menina, não estou brava com ela nem nada, mas me fez pensar): quanto é aceitável você ser grosso, cretino, whatever e culpar seu passado, seu presente, problemas pessoais, etc por isso?
Uma dessas pessoas que passou pela minha vida e eu estou tentando me livrar até hoje, teve uma infância e adolescencia difíceis e se tornou uma cretina. E o meu ponto é: quanto você pode culpar a sua bagagem, o seu passado, antes de admitir que sim, você é cretino mesmo e ponto?
Adoraria saber a opinião de vocês... :)

3 de dezembro de 2012

52 objetos - no. 14


Objeto no. 14 - Estante
Onde está - no escritório da casa dos meus pais no Brasil
Quantidade - 1
Escolhido porque - Eu que desenhei essa estante. Na faculdade, a gente tinha uma aula que chamava desenho do objeto. No primeiro módulo, a gente tinha que desenhar um porta garrafas de vinho que as peças apenas se encaixassem. No segundo, uma cadeira de madeira sem parafusos. Só podia usar encaixe do tipo espiga e cavilha. Daí que eu precisava de uma estante que coubesse meus papéis A1 ou pelo menos A2 sem dobrar. Aproveitando os conceitos e a inspiração da aula, resolvi desenhar a estante. E com a ajuda do marceneiro lá da minha cidade natal, eu desenhei e ele executou. Não tem nada demais, mas atendia às minhas necessidades. E até hoje ela guarda uns projetos que eu não tive coragem de jogar fora...

19 de agosto de 2012

Windsor Castle

Bom, acho que quem frequenta esse blog já sacou que eu sou meio apaixonada por castelos. Verdade, eu amo castelos. Quando era criança, sonhava em ser uma princesa (quem nunca?) e depois que fui crescendo, a curiosidade e interesse pela história desses lugares foi aumentando e toda oportunidade que eu tenho, eu visito um castelo, palácio, ruínas, seja lá o que for. Então, outro lugar que eu levei meus pais quando eles estavam aqui foi o Windsor Castle. 
O castelo original foi construído pelo William, o conquistador e desde Henry I tem sido usado pela monarquia como moradia fazendo com que seja o palácio sendo há mais tempo habitado de toda a Europa. O castelo ocupa uma área de mais ou menos 5 hectares e tem características de fortaleza, castelo e uma cidade pequena. O castelo atual foi criado em fases, culminando na sua reconstrução após o incêndio de 1992. Essencialmente, é um castelo com características georgianas e victorianas, em cima de uma estrutura medieval. 
Duas coisas são o MUST para ver no castelo: os state apartments (ou os aposentos reais) e a casa de boneca da rainha Mary, que era amante da decoração e mobiliário, projetada pelo arquiteto Edwin Lutyens e mobiliada pelos mais importantes designers e artesãos da época.
O Castelo é muito bonito e vale a pena a visita e ficar andando por entre os prédios, apreciando os jardins, a arquitetura e a história do lugar. A pequena cidade de Windsor também é uma graça. A estação foi reformada para abrigar lojas e restaurantes da high-street, como eles falam aqui. 
O ticket é meio caro, £17 por pessoa. E tem trem de Paddington, mas não é direto. Não sei se de Waterloo é direto. Quando fomos, foi por Paddington e você tem ir até Slough e trocar lá. 



22 de abril de 2012

A place to call home

Ontem eu fui à uma exibição na RIBA (Royal Institute of British Architects). Eu, arquiteta de araque que sou, nem sabia que o prédio da RIBA também abrigava exposições. Enfim, essa conta com curadoria da Sarah Beeny, que é, além de property developer (algo que o google traduziu como incorporador de imóveis - mas eu nem sei se essa profissão existe no Brasil), apresentadora de alguns programas do Channel 4 sobre imóveis. A exposição é muito interessante e conta, de maneira bem sucinta, a história da casa - ou melhor, do lar - inglês desde o século XVIII. Fala das casas georgianas, victorianas até os dias atuais. E tenta explicar como, por exemplo, a idéia da máquina de morar se transformou nas habitações populares do governo. É interessante observar que, apesar de técnicas e materiais novos terem surgido, a preferência dos ingleses (veja bem, falo aqui da minoria, de quem tem dinheiro para comprar uma casa e, além disso, pode escolher) é pelo detalhe e aparência de casas georgianas e victorianas. Eu gostei bastante da exposição e, pra quem gosta de design e arquitetura, vale a pena ficar ligado no website da RIBA para novas exibições e mostras. Na verdade, só a ida até o prédio, em estilo art deco, já vale. O átrio tem uma escada majestosa que liga o térreo ao primeiro andar, onde você se sente num filme dos anos 30.

31 de março de 2012

Feliz

É, estou feliz. Fui promovida no trabalho!! \o/


E quase melhor do que o aumento no salário é ter o feedback do seu chefe falando que você está fazendo um bom trabalho e tudo mais. :)))
No começo do ano eu estava bem desanimada... parecia que eu tinha regredido, estava fazendo umas coisas que não tinham nada a ver com o meu cargo e que eu não gostava de fazer. Mas aos poucos, meu chefe foi me dando mais responsabilidades, as coisas foram melhorando e agora estamos com vários projetos legais! Inclusive, um deles é de uma residência de luxo no sudoeste de Londres. A gente ainda tá em fase de licitação, concorrendo com outros arquitetos. Mas ontem, na visita à casa e apresentação das nossas idéias pro cliente, tudo correu bem e acho que temos grandes chances de conseguir. Trabalhar com residência é uma coisa que eu gosto muito. A única coisa chata é que é uma relação muito estreita com o cliente. Então, meu chefe já falou: se vc não gostar das nossas idéias, contrate outra pessoa, porque eu só vou fazer esse projeto se os nossos estilos forem parecidos... hahahaha - o sonho de todo arquiteto falar isso pro cliente! No caso do meu chefe, ele pode fazer isso porque não é o nosso mercado, mas se você é especialista em residências, não dá pra dispensar cliente assim, né???
Então é isso, espero que a gente consiga esse projeto. Sei que vou aprender muito se eu trabalhar nele e farei com prazer! 

4 de março de 2012

Ai arquitetura contemporânea...

Eu sou um pouco suspeita pra falar de aquitetura moderna/contemporânea. Apesar de não gostar de várias coisas depois de construídas, eu adoro o discurso. Eu gosto da teoria, eu sou daquelas que leem o que os arquitetos escrevem sobre a obra. Eu gosto da explicação. Enfim... em geral, eu gosto de qualquer obra aruqitetônica que tenha uma explicação/inspiração/processo plausível. Por sorte, Londres abriga escritórios famosíssimos de arquitetura, aqueles que você estuda na faculdade, aqueles que fazem história, aqueles que fazem a arquitetura evoluir! Alguns nomes são Zaha Hadid, Richard Rogers e Foster+Partners. Isso faz com que a cidade seja um canteiro de obras interessantíssimo! Acessível para - em teoria - qualquer um! Isso é muito estimulante! E claro, depois da obra pronta, poder conviver, habitar, trabalhar em lugares como esses, é ainda melhor! Então, imaginem a minha empolgação ao ver no papel essa obra abaixo do Foster+Partners:


Esse projeto está em construção na City (eu passo por lá todo dia no meu caminho pro trabalho). Será um prédio de escritórios, mas o térreo terá lojas, cafés, restaurantes, etc para todas as pessoas usarem esse espaço da melhor maneira possível. E esse corredor no meio, antigamente era uma rua mesmo - a rua mais antiga do país - que foi fechada no século passado (se não me engano) e agora eles recuperaram essa "passagem". Sabe, esses detalhes que a maioria das pessoas nem perceberia ou nem ligaria, para mim, fazem toda a diferença! Deixam o projeto muito mais interessante! Na prática, pode até ser que não funcione, mas é errando que se aprende! :) Enfim, eu acho que depois de pronto, esse complexo vai fazer a City e essa área ficarem super vibrantes e será um local onde as pessoas vão querer ir! 

31 de agosto de 2011

A arquitetura e eu

Com a correria do dia-a-dia e os caminhos que a vida nos impoe, muitas vezes eu me esqueco porque eu resolvi ser arquiteta. E o que me fascina tanto para me fazer continuar nessa profissao. Mas daih, eu me deparo com um projeto como o esse aqui e eu lembro. A principio, um projeto simples, nada de mais. Mas o espaco da sala me conquistou (mesmo que o resto do apartamento nao seja muito do meu gosto). O jeito como a luz natural se mistura com o ambiente, como sombreia os moveis e como se integra com a iluminacao artificial. A linha curva do gesso no teto, que dialoga com a escada e com a outra parede na qual se apoia. Obvio que nao eh perfeito. Varias coisas ali me deixam "de cabelo em pe", mas na sua imperfeicao, o ambiente eh perfeito. E me faz querer desenhar e "croquizar" e brincar com as linhas, tentando criar espacos criativos, atrativos... Perfeitos. Perfeitos no papel, claro. Eu acho que eh praticamente impossivel um projeto sair na realidade, o que se previa no papel. E eh por isso que eu gosto tanto da teoria e da historia da arquitetura. Porque os arquitetos tem tantas ideias, tantos conceitos, eh tao bonito... a historia por tras de cada projeto eh tao bonita, mas daih vem a realidade. E nem sempre eh tao bonita quanto a ideia. E somente os bravos conseguem concluir o processo. 

30 de agosto de 2010

St. Paul's Cathedral

Desde o ano de 604, o local onde a Catedral de St. Paul estah situada eh ocupado por igrejas ou catedrais dedicadas 'a Sao Paulo. A Catedral neoclassica atual (a quarta a ocupar esse lugar) foi projetada pelo arquiteto Sir Christopher Wren e construida entre os anos 1675 e 1710, depois que sua predecessora foi destruida no grande incendio de Londres.  

A Catedral eh imensa e linda. E eh engracado, pois nao tem os famosos bancos de igreja que a gente estah acostumado. Eh tudo um grande vazio e quando tem missa ou outra celebracao, sao usadas cadeiras normais mesmo.

Ontem eu fui 'a Catedral para assistir um recital de orgao. Foi lindo! Pena que foi soh meia hora. Mas eh muito legal ver aquele orgao enorme funcionando, o som eh lindo! Nao eh missa, eh soh um recital mesmo e eh de graca! :)
Eu cheguei 10 minutos antes, achando que nao ia ter um lugarzinho e que teria que assistir de pe, mas tinha bastante lugar vazio e deu pra sentar. E o bom eh que cada domingo eh um musico diferente, ou seja, o repertorio eh sempre diferente.
O recital acontece todo domingo, as 16:45h e dura meia hora. Valeu muito a pena ter ido. Mais informacoes aqui.

19 de julho de 2010

St. Albans

Ontem eu fui para St. Albans, uma cidadezinha 35km ao norte de Londres. St. Albans tem esse nome porque lah foi onde o primeiro martir catolico britanico foi decapitado. A cidade se tornou a maior da antiga estrada romana chamada Watling Street, que levava os viajantes para o norte. E foi a segunda maior do Imperio Romano britanico, depois de Londinium (ou Londres, para os mais intimos... hehe). A catedral da cidade eh enorme e muito antiga. St. Albans foi decapitado e enterrado lah em algum periodo antes do ano de 324. Mas ainda existem tijolos que datam do Imperio Romano (ou seja, antes de Cristo!). A Abadia foi considerada durante muito tempo a principal da Inglaterra e o primeiro rascunho da Carta Magna foi escrito lah, refletindo sua importancia politica. Ao lado da catedral, fica a St. Albans School, uma escola publica, fundada em 948 e eh a unica escola de lingua inlgesa que educou um Papa (Adrian IV).

Fora a Catedral e seus arredores, St. Albans tem um parque onde ainda restam alguns "pedacos" de muros romanos. De resto, eh uma cidade bastante comum, sem muitas surpresas. Mas foi bem legal conhecer e absorver um pouco mais de cultura.


foto daqui.


foto daqui.


5 de julho de 2010

Weekend

Sabado andamos ao longo do canal para ir a tres escritorios de arquitetura que estavam fazendo o open office. O dia estava muito gostoso: sol e calor e foi a melhor coisa que fizemos. Os escritorios nao sao tao legais quanto os que ja visitei, mas foi otimo ter ido. Voltamos tarde e nao deu pra ir ao aniversario da Helo, which I regret so much! Gostaria muito de ter ido. Helo, mil desculpas!!

Ontem me encontrei com a Ro e o Leo, que sao amigos do meu pai que conheco desde crianca. Foi tao bom!!! Me emociono toda vez que me encontro com ela! Nos almocamos num restaurante frances muito gostoso em Belgravia. Aquela area de Londres eh uma delicia!! Depois pegamos o metro e fomos pra Covent Garden. O mercado que eles fazem lah de domingo eh muito fofo. Tem umas coisinhas suuuuper meigas e fofinhas.

Hoje vou a um lugar que quero muito ir desde sempre. Mas amanha eu falo! Espero que com fotos!

Ah! Devo dizer que adorei esse vestido da Kristen Stewart! E acho muito legal que ela eh super branca e nao tah nem aih!!! hehehe


26 de junho de 2010

London Festival of Architecture

Estah acontecendo aqui em Londres o LFA - Festival de Arquitetura de Londres. O festival conta com uma serie de eventos - palestras, tours pela cidade e alguns escritorios abrem suas portas para o publico interessado em conhecer um pouco da suas praticas, que se chama open studios. Ontem eu fui no open studio de um desses escritorios, o BDP. Foi muito interessante ver como um escritorio enorme funciona em Londres. Sao 4 andares. No 4o., eh o departamento de planejamento urbano. No 3o., o de projetos (residencias, escolas, quadras de tennis, operas houses, bibliotecas, enfim, tudo que voce pode imaginar). No 2o., eh o departamento de design de interiores e design grafico. E no 1o., finalmente, o de engenharia, iluminacao e conforto tecnico. Eh uma empresa! Imaginem, o maior escritorio de arquitetura que eu jah entrei tinha mais ou menos uns 20 funcionarios. BDP conta com 1200 funcionarios espalhados no Reino Unido, Irlanda, Franca e Holanda. Eh muita gente. E acho que eh assim que todos os escritorios deveriam ser, pra falar bem a verdade. Quanto mais gente pensando e projetando, melhor. Quanto mais gente pesquisando novos materiais, novas tecnicas, novos procedimentos, melhor. Por exemplo, eles desenvolveram tijolos feitos de garrafas PET, papel e plastico em geral. Tudo bem que a "cola" eh a resina, que nao eh, pelo menos ateh agora, um material sustentavel. Mas soh de voce pensar e ter a possibilidade de concretizar, jah eh um grande feito. Sem querer menosprezar o trabalho de arquitetos que tem seu escritorio e trabalham sozinhos ou em dupla, trio, etc. Mas na minha opiniao, eles nao sao e nem tem condicoes de ser a vanguarda, o topo, o melhor. Fiquei muito impressionada com a BDP. Serah que eles me aceitam pra servir o cafezinho??? hihii


Em tempo: uma nota nada a ver: o inferno soh pode ser a Central Line no verao! Aff, que calor!!!

24 de maio de 2010

La cite d'amour

(ainda no computador desconfigurado)
Uuuuu Paris... Ai, ai...

Paris eh mesmo tudo aquilo que vc ouve falar. Verdade: os franceses nao tem um cheiro agradavel e sao beeeeem mal educados/grossos/rudes/chatos. Mas verdade tambem: a cidade eh incrivel! Me sinto num filme por aqui. Estou me empanturrando de crepe (quero soh ver a balanca e o colesterol), vinho, queijo e todas as outras comidas que nao sao tipicas, mas tudo eh bom! E quem me conhece sabe que eu tenho um pequeno dragao dentro de mim, que come a comida que era pra ser minha!! hahaha

Hoje dormi muito de manha. A diferenca de horario eh de 4h (correcao - 5h!) com o Brasil e ate hoje nao tinha conseguido dormir direito. Pois hoje tirei a barriga da miseria! Encontrei minha amiga pra almocar, assisti um pouco da aula dela (ela faz moda aqui) e depois fui ao Centre Georges Pompidou que eh o museu mais legal (arquitetonicamente falando) que eu ja fui.

Recebi uma noticia muito triste hoje. O pai de um amigo querido faleceu na sexta-feira, de repente...
Mano, forca aih... estarei rezando por vc e sua familia. Um beijo com carinho!

29 de abril de 2010

Gostei...

Muito!

Guggenheim Museum NY

O site Architizer - em parceria com o museu Guggenheim de Nova York - está fazendo uma competição de imagens com idéias para o vazio do museu. Essa idéia já tinha sido proposta antes para artistas, arquitetos e designers e você pode ver alguns resultados aqui.

O Museu Guggenheim de Nova York é projeto do arquiteto americano Frank Lloyd Wright (1867-1959). O partido consiste de um atrium principal que dá acesso à rampa helicoidal em galeria (onde ficam expostas as obras de arte). Desse modo, a iluminação é feita pelo teto. A rampa faz parte do sistema estrutural de concreto armado que sustenta e compõe os volumes. Estar nesse atrium é uma sensação muito boa. Quase de proximidade com o céu. É mais ou menos a mesma sensação de entrar na Catedral de Brasília.

Eu não sei se eu colocaria qualquer coisa nesse atrium ou vazio como propõe o concurso. Mas com certeza, brincar com essa hipótese é bem interessante. E aparece cada coisa...



Imagens daqui, daqui e daqui.

22 de abril de 2010

Além do Tiradentes...

Ontem foi aniversário de Brasília, nossa capital federal. Ela fez 50 anos. Uma cidade relativamente nova e que "deu o que falar".

Brasília foi construída do nada, no meio do centro-oeste brasileiro por Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil, na época. O plano urbanístico ou Plano Piloto, foi concebido por Lucio Costa, famoso arquiteto e urbanista. Muitos dizem que a planta da cidade tem formato de avião, outros de cruz, mas o próprio Lúcio Costa disse que se inspirou numa borboleta. Na minha opinião é um avião sim, pois remete à idéia de progresso, máquina, indústria, que era tão defendida não só pelos modernistas como pelo próprio Juscelino. O lago Paranoá já existia em projeto desde 1893 e foi adaptado ao projeto de Lucio Costa. A maioria dos prédios públicos tem projeto de Oscar Niemeyer. O plano urbanístico foi inspirado pelas idéias de Le Corbusier, arquiteto francês que teve grande influência na arquitetura moderna brasileira.

A idéia era dividir a cidade em setores. Então, as asas são compostas, basicamente por superquadras (são quarteirões gigantescos mesmo) residenciais, quadras comerciais e entrequadras de lazer e diversão. O Eixo Monumental é composto, basicamente, dos prédios do governo - Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes.

Eu tive a oportunidade de visitar Brasília na época da faculdade (faz tempo, hein?? hehe) e a cidade é muito interessante. Porém, é um pouco complicada. Primeiro: é uma cidade para carros. Se você depende do transporte público, vai sofrer (acredite, eu usei ônibus lá e as condições não são boas). Primeiro porque transporte público no Brasil já não é nenhum supra sumo, segundo porque você tem que andar muito até um ponto e terceiro, em alguns lugares, simplesmente não tem calçada! Ou você anda no mato ou corre o risco de ser atropelada.
Segundo: dependendo de onde você esteja, pode ter que atravessar a cidade para ir em uma farmácia.

Eu entendo a idéia do Lucio Costa, mas ele projetou a cidade pensando que todo mundo seria rico, teria carro e que a cidade não ia crescer como cresceu. No papel, é lindo, mas na prática...

11 de abril de 2010

A casa da rua Itápolis

Podemos dizer que Gregori Warchavchik foi um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil. Nascido em Odessa (Ucrânia) e formado em Roma, veio ao Brasil em 1923. Inspirado nas idéias de Le Corbusier, publicou, em 1925, o manifesto Acerca da Arquitetura Moderna, que até hoje é referência para a história da arquitetura moderna brasileira. Nesse texto, combatia o ecletismo acadêmico e lançava as bases dos novos conceitos do "racionalismo técnico-construtivo". A chamada primeira casa modernista do Brasil é aquela que projetou e construíu (nos anos de 1927 e 1928) para si, na rua Santa Cruz, em São Paulo.

A casa na rua Itápolis, também foi construída sob os "princípios modernistas". Não tinha um cliente específico, a casa foi feita para ser alugada. Mas foi lá que aconteceu, em 1930, a Exposição de uma casa modernista, um evento de grande repercussão na época e que divulgou a produção de vários artistas contemporâneos, como Tarsila do Amaral. A casa, para a época, era bastante racional - por exemplo, era comum construir ante-salas, halls, que introduziam as pessoas aos poucos a certos cômodos, isso não existe nessa casa. Além dessa racionalidade dos espaços, a casa tem uma estética cubista, com volumes assimétricos e puros, pintados de branco. O paisagismo é feito com plantas tipicamente tropicais, reafirmando os princípios do modernismo brasileiro. Os móveis da casa também tinham um desenho moderno, a maioria deles desenhados pelo próprio arquiteto.

Durante algum tempo, Warchavchik foi discriminado pelos críticos e historiadores que diziam que a casa só pretendia ser moderna e não era de verdade. Se baseavam no fato de que um dos princípios de Le Corbusier para uma construção moderna era a laje plana, sem telhado. A casa de Warchavchik tem telhado. Ele está escondido atrás da platibanda, para dar a impressão do volume fechado (que seria adquirido pelo uso da laje). Foi muito criticado por causa disso. Mas isso só aconteceu porque naquela época, a indústria brasileira era praticamente inexistente. Uma laje de concreto era caríssima e faltava mão-de-obra especializada. Então, ele teve que fazer algumas concessões, certo? Mesmo assim, é interessante comparar essa casa com a Villa Savoye, de Le Corbusier, que é de 1929 (um ano antes da casa da rua Itápolis).

O interessante é observar o entorno. A casa, mesmo sendo mais antiga do que aquelas ao seu lado, é muito diferente! Ainda hoje, se destaca, é fora do padrão. Sim, é datada, mas ninguém pode dizer que é um lugar comum!
A visita valeu super a pena. Fiquei mega feliz de ver ao vivo a obra que só tinha visto em fotos.

Um pequeno pedaço do meu quarto!

Ah! Pra dizer: meu criado mudo está no blog de design da Helô. Um post em colaboração que deu muito certo :)

Valeu pela oportunidade, Helô! Adorei participar desse post!

29 de março de 2010

Os londrinos e a arquitetura

Uma coisa que eu achei diferente na Inglaterra do que aqui no Brasil, é que eles são muito críticos. Mesmo que eles não sejam super entendidos no assunto, eles falam o que pensam, discutem, debatem e tem argumentos! No meu caso, por ser arquiteta, senti na pele "a fúria" deles! haha
A maioria esmagadora das pessoas que discutiram arquitetura na minha frente (ou comigo) odeia, ODEIA, arquitetura moderna e tudo que vem depois. O Gherkin, por exemplo, é considerado uma aberração! Tipo, o povo odeia com todas as forças e xinga muito o arquiteto responsável, o Norman Foster, que, diga-se de passagem, é um dos arquitetos contemporâneos mais importantes. Mas tudo bem, eu não acho que o Gherkin seja o melhor exemplo de arquitetura moderna. Mas tem uma explicação. Mas o povo não quer saber. É feio e não deveria estar ali. Porque não fazem prédios como os de antigamente? - é o que eles dizem. Prédios de antigamente seriam no estilo vitoriano. É, tudo bem... mas a arquitetura evoluiu. Materiais, técnicas, sistemas de construção. E quando eu falava isso, nossa, aí sim... era a fúria! Eles diziam: no que isso é evoluir?? Só é mais feio!
Só sei que a impressão que tive é que os ingleses são muito conservadores quando se trata de arquitetura. Uma obra de Niemeyer como o MES no Rio ou Brasília seria mega criticada. Não sei nem se existiria. E eles são categóricos. Não aceitam nenhuma argumentação. Cabeça-dura mesmo! Então eu, uma pobre defensora da arquitetura moderna, ficava lá... tentando, tentando... e morrendo na praia... haha

27 de março de 2010

Ainda não é o post que eu quero, mas aí vai - parte 4

E aproveitando o buzão, ainda fui andando ao Centro Pompidou (sonho da época da faculdade):







E ao Pantheon:











Não deu pra ver tudo em Paris que eu queria, mas foi ótimo! Deu pra ver as principais das principais coisas e realizar o sonho de ir ao Pompidou!

Entendem porque eu PRECISO voltar a Paris??? haha