Antes de começar no emprego novo (já faz 1 mês!) eu me matriculei em um curso curto (3 meses) de interior design no Chelsea College of Art and Design. Fui a 2 aulas antes de começar a trabalhar, quando meu chefe me pediu delicadamente pra deixar o curso pro próximo termo, porque esses próximos meses seriam bem punk no trabalho.
Já na primeira aula, fiz amizade com as meninas (tinha um único menino no curso!) e as ouvi falando que queriam fazer um curso de AutoCAD (programa de computador que faz desenhos técnicos de arquitetura - planta, corte, elevação, etc). Na hora, eu falei: se vocês quiserem eu ensino vocês! Na hora pensei que eu estava mesmo sem muito o que fazer e se as coisas continuassem no ritmo que estavam, ia demorar meses até eu arrumar um emprego. A minha oferta foi recebida com o maior entusiasmo da galera e acertamos de começar as aulas na semana seguinte. Só que eu comecei a trabalhar, mas ainda assim, queria ensina-las. Acho uma gastação de dinheiro inútil, porque se você não pratica, você esquece tudo. E você só pratica mesmo quando tem um projeto ou emprego que exige dedicação. É uma bola de neve. Achei que pelo menos tendo as aulas comigo, elas teriam uma base e não gastariam a quantidade absurda de dinheiro que elas estavam pensando em gastar no curso.
Ficou decidido então que nos encontraríamos aos sábados, por duas horas. Tenho que dizer aqui que estou adorando dar aula! Nunca tinha tido a experiência, sempre tive horror de falar em público. Mas estou adorando! :)
Mas aí, sábado passado, aconteceu algo meio chato. Eu expliquei os comandos, dei tempo para elas tentarem, expliquei de novo e pedi para elas desenharem um quarto. Usando os comandos que a gente tinha aprendido nas 3 aulas. Uma das meninas se apavorou! Ela pediu pra eu fazer a porta pra ela. Eu não fiz, mas orientei ela como fazer e falei: agora você faz a janela. Ela não conseguia. Não sei o que aconteceu que ela travou. Eu falei pra ela se acalmar e lembrar o que ela tinha acabado de fazer. Ela não conseguia de jeito nenhum e só falava: eu sou burra, eu não consigo, eu sou burra. E simplesmente levantou, arrumou as coisas e foi embora. Falou que precisava tomar um ar puro, que ela não ia conseguir fazer nada naquela hora e foi embora. Eu, sem reação, consegui balbuciar: não, se você quiser, vai tomar um ar e volta e a gente tenta de novo. Mas ela não quis saber! Na hora, eu achei uma puta falta de educação e falta de consideração. Depois ela me mandou um email se desculpando e, obviamente, eu desculpei e deixei pra lá! Ela me disse que está tendo problemas pessoais e tal e lógico que você, como ser humano, entende que todo mundo tem seus problemas e de vez em quando todo mundo pira um pouco.
Mas aí, o problema é (e já aconteceu isso com outras pessoas próximas a mim - então não é uma questão dessa menina, não estou brava com ela nem nada, mas me fez pensar): quanto é aceitável você ser grosso, cretino, whatever e culpar seu passado, seu presente, problemas pessoais, etc por isso?
Uma dessas pessoas que passou pela minha vida e eu estou tentando me livrar até hoje, teve uma infância e adolescencia difíceis e se tornou uma cretina. E o meu ponto é: quanto você pode culpar a sua bagagem, o seu passado, antes de admitir que sim, você é cretino mesmo e ponto?
Adoraria saber a opinião de vocês... :)
27 de fevereiro de 2014
16 de fevereiro de 2014
Livro: Jeeves and Wooster - Right ho, Jeeves and other stories
O livro é uma coleção de pequenos contos com os personagens Jeeves e Wooster, sendo Wooster, um jovem aristocrata e Jeeves seu mordomo fiel, de P. G. Wodehouse. O livro é leve e seu autor foi considerado pelo Times como "um gênio da comédia reconhecido durante sua vida como um clássico e um mestre da farsa". Os contos tem quase sempre a mesma temática: Wooster, o aristocrata meio indiferente, meio fraco intelectualmente, está em apuros e Jeeves aparece com um plano brilhante para tirá-lo da situação desconfortável. Como disse, o livro é leve e a leitura é relativamente fácil (mas o autor usa umas abreviaturas que não são muito fáceis de decifrar às vezes), mas é um jeito brilhante de entender um pouco do humor inglês - é cheio de sarcasmo e ironia.
Seus contos foram transformados em um série de TV entre 1990 e 1993, estrelando Hugh Laurie como Wooster e Stephen Fry como Jeeves, que foi um grande sucesso. Eu assisti
alguns episódios logo que cheguei aqui, em 2010 e, sinceramente, não achei muita graça. Acho que agora, com mais anos experimentando o jeito inglês de ser, entendendo melhor o contexto e depois de ler o livro, com certeza vou gostar mais da série.
26 de janeiro de 2014
Life lately
Essa semana foi especial. Ontem comemorei meu aniversário com a família do marido. Foi bem gostoso e secretamente estávamos (eu e ele) comemorando 5 anos desde quando nos conhecemos! Uau, 5 anos! O tempo passa rápido, mas ao mesmo tempo, parece que nos conhecemos há muito mais tempo.
Na quarta, fomos jantar no Ceviche pra comemorar meu aniversário. Não é mega glamuroso, mas era o que eu queria, um lugar com boa comida e ambiente agrádavel. Recomendo muito o Ceviche! O serviço é excelente e a comida é divina. Mas reserve com antecedência! Essa foto eu tirei uma outra vez que fui lá.
Na quarta, fomos jantar no Ceviche pra comemorar meu aniversário. Não é mega glamuroso, mas era o que eu queria, um lugar com boa comida e ambiente agrádavel. Recomendo muito o Ceviche! O serviço é excelente e a comida é divina. Mas reserve com antecedência! Essa foto eu tirei uma outra vez que fui lá.
Mas o melhor presente de aniversário veio no dia anterior: estou empregada! :) \o/ Fiz entrevista na terça de manhã e já à tarde me ofereceram a vaga. Começo amanhã!!! É em um escritório de arquitetura, perto de Baker Street. Estou mais do que feliz e ainda um pouco sem acreditar que o estresse de procurar emprego acabou! Então, desde terça, o que mais faço é comemorar! Semana boa de aniversário, viu?? :)
5 de janeiro de 2014
A era de Elizabeth I
Diz a lenda que o que você faz no primeiro dia do ano é o que você vai fazer o resto do ano. Então, a gente sempre tenta ir a um museu ou galeria no 1 de janeiro. Virou nossa pequena tradição :)
Esse ano, resolvemos ir à National Portrait Gallery, ver a exposição Elizabeth I and Her People, que reúne retratos da rainha, mas também de seu público, assim como objetos do dia-a-dia da era elizabetana.
Elizabeth I reinou por 45 anos (1558 - 1603) e esses anos foram de um empreendedorismo extraordinário. Novas oportunidades para a criatividade e a geração de riquezas nesse período deram início à chamada classe média. As mudanças ocorridas neste momento, moldaram o futuro da Inglaterra e do País de Gales. A Igreja da Inglaterra se estabeleceu e ao longo do tempo, grande parte do país abraçou a fé protestante. O mundo estava se expandindo através da exploração marítima e comércio, cidades cresceram em tamanho e população e a economia floresceu.
A exposição explora a história dos nobres e aristocratas, mas também de outras pessoas talentosas, como exploradores, soldados, comerciantes, artistas e escritores. Um desses talentos me chamou a atenção: Esther Inglis, uma francesa que se mudou ainda bebê com a família pra a Escócia. Ela aprendeu caligrafia com sua mãe e entre seus patronos estão a própria rainha Elizabeth I e seus ministros. Eu achei sua obra fantástica e atingir tal perfeição com uma caneta de pena é algo extraordinário para mim. Infelizmente a exposição é até hoje apenas, mas no site da National Portrait Gallery, você pode assistir alguns vídeos que explicam um pouco da exibição e são uma aula de história (em inglês).
Esse ano, resolvemos ir à National Portrait Gallery, ver a exposição Elizabeth I and Her People, que reúne retratos da rainha, mas também de seu público, assim como objetos do dia-a-dia da era elizabetana.
Elizabeth I reinou por 45 anos (1558 - 1603) e esses anos foram de um empreendedorismo extraordinário. Novas oportunidades para a criatividade e a geração de riquezas nesse período deram início à chamada classe média. As mudanças ocorridas neste momento, moldaram o futuro da Inglaterra e do País de Gales. A Igreja da Inglaterra se estabeleceu e ao longo do tempo, grande parte do país abraçou a fé protestante. O mundo estava se expandindo através da exploração marítima e comércio, cidades cresceram em tamanho e população e a economia floresceu.
A exposição explora a história dos nobres e aristocratas, mas também de outras pessoas talentosas, como exploradores, soldados, comerciantes, artistas e escritores. Um desses talentos me chamou a atenção: Esther Inglis, uma francesa que se mudou ainda bebê com a família pra a Escócia. Ela aprendeu caligrafia com sua mãe e entre seus patronos estão a própria rainha Elizabeth I e seus ministros. Eu achei sua obra fantástica e atingir tal perfeição com uma caneta de pena é algo extraordinário para mim. Infelizmente a exposição é até hoje apenas, mas no site da National Portrait Gallery, você pode assistir alguns vídeos que explicam um pouco da exibição e são uma aula de história (em inglês).
| Esther Inglis, fonte Wikipedia |
29 de dezembro de 2013
Tchau 2013!
Esse ano, pra mim, foi totalmente bipolar.
Já no começo do ano, recebi a notícia muito triste de que minha tia tão querida havia falecido. Na mesma semana, meu chefe fala, que por motivos de não ter mais trabalhos de design, ele ia ter que me demitir. Desempregada e com um buraco no meu coração, fui pro Brasil. Colo de mãe e feijoada curam quase tudo nessa vida :)
E foi assim que meu ano foi da tristeza profunda à alegria extrema. Em maio me casei no civil e em outubro fiz a festa! :) e, como não fiz um post sobre o casamento (pra falar a verdade, não tem muito o que falar, foi perfeito, mesmo não tendo sido *perfeito* e o dia mais feliz e emocionante da minha vida), decidi postar algumas fotos no final, pra acabar o ano com essa lembrança tão boa.
A lista pra 2014 é algo nessa linha:
- um emprego - só pra eu não ficar enrolando na cama até às 10 (mentira, faço isso super pouco, cof cof) e ficar com aquela sensação que a manhã se foi e o dia está incompleto.
- viajar para lugares não visitados ainda - porque navegar é preciso :)
- escrever mais no blog - eu sinto que às vezes não tenho muito o que dizer, porque todo mundo já está falando a mesma coisa... tenho medo de ficar repetitiva, mas que que tem, né? Vou tentar falar assim mesmo.
- fortalecer amizades e fazer mais amigos/as - eu amo todos/as os/as meus/minhas amigos/as e 2013 foi um ano de descobrir novas amizades e espero continuar assim.
Já no começo do ano, recebi a notícia muito triste de que minha tia tão querida havia falecido. Na mesma semana, meu chefe fala, que por motivos de não ter mais trabalhos de design, ele ia ter que me demitir. Desempregada e com um buraco no meu coração, fui pro Brasil. Colo de mãe e feijoada curam quase tudo nessa vida :)
E foi assim que meu ano foi da tristeza profunda à alegria extrema. Em maio me casei no civil e em outubro fiz a festa! :) e, como não fiz um post sobre o casamento (pra falar a verdade, não tem muito o que falar, foi perfeito, mesmo não tendo sido *perfeito* e o dia mais feliz e emocionante da minha vida), decidi postar algumas fotos no final, pra acabar o ano com essa lembrança tão boa.
A lista pra 2014 é algo nessa linha:
- um emprego - só pra eu não ficar enrolando na cama até às 10 (mentira, faço isso super pouco, cof cof) e ficar com aquela sensação que a manhã se foi e o dia está incompleto.
- viajar para lugares não visitados ainda - porque navegar é preciso :)
- escrever mais no blog - eu sinto que às vezes não tenho muito o que dizer, porque todo mundo já está falando a mesma coisa... tenho medo de ficar repetitiva, mas que que tem, né? Vou tentar falar assim mesmo.
- fortalecer amizades e fazer mais amigos/as - eu amo todos/as os/as meus/minhas amigos/as e 2013 foi um ano de descobrir novas amizades e espero continuar assim.
23 de dezembro de 2013
Feliz Natal!
Queridos leitores (se é que vocês ainda estão aí),
A vocês e todos que vocês amam,
Feliz Natal e um 2014 cheio de felicidade e conquistas!
A vocês e todos que vocês amam,
Feliz Natal e um 2014 cheio de felicidade e conquistas!
26 de novembro de 2013
Cabana
No sábado, estávamos ali perto de Tottenham Court Road na hora do almoço. Pensando onde íamos almoçar, lembrei do restaurante do Jamie Oliver ali pertinho, no complexo Central St. Giles, que por sinal foi projetado por Renzo Piano, com colaboração do escritório Fletcher Priest. Enfim, chegando lá, nos deparamos com um restaurante brasileiro, o Cabana! \o/
Aí eu não resisti e fomos experimentar. De cara, a decoração já te abraça - é muita informação, mas é legal. Uma das paredes é coberta com cartazes em estilo vintage, convidando para shows, inaugurações, etc. No andar de baixo, os banheiros são cabines individuais, pintados de rosa (para mulheres) ou azul (para homens), com uma havaina dessas cores na porta, para identificação. Um parenteses: eu achei essa coisa de pintar de rosa e azul meio dentro daquele padrão normativo de gênero que a gente tá cansado de criticar, mas enfim.
Quanto à comida, tenho um sentimento misto. A entrada, dois pastéis de queijo, estava muito, muito boa. De prato principal, eu pedi uma moqueca de camarão e o marido um hamburguer de picanha. Meu bobó estava bom, mas não excelente como os que a gente come por lá (será que estou sendo muito exigente?) e o hamburguer dele estava muito bom. Mas achei que hamburguer não é lá muito típico, né? Mas o que me decepcionou mesmo foi a sobremesa. Pedi um bolo nega maluca, veio um brownie! Aaaaaaah... daí não dá, né?
Mas tirando essa decepção, a comida é muito boa, bem servida e o preço é razoável: em torno de £50 para o casal, com duas caipirinhas, entrada e sobremesa. Valeu pra matar a lombriga e pelo visual inspirador :)
| Bolo Nega Maluca (foto do google) |
![]() |
| Brownie (foto do google) |
19 de novembro de 2013
52 objetos - no. 52
Objeto no. 52 - aliança de casamento
Onde está - no meu dedo anelar esquerdo
Quantidade - 1
Escolhido porque - Bom, eu já falei da outra aliança aqui. Não podia deixar de colocar essa que representa a nossa vontade de ficar juntos. E eu uso todo dia, sei lá... opiniões sobre casamento a parte, a aliança é uma tradição que eu curto. Não temos nada gravado nelas. Apesar de termos pensado em gravar os nossos nomes na aliança do outro ou a data do casamento, enrolamos tanto pra decidir o que gravar e acabou não rolando... quem sabe no futuro a gente mude isso?
12 de novembro de 2013
52 objetos - no. 51
Objeto no. 51 - guestbook do nosso casamento
Onde está - aqui em casa, na estante
Quantidade - 1
Escolhido porque - É muito comum aqui na Inglaterra as pessoas fazerem um guestbook onde os convidados deixam uma mensagem pros noivos. Daí que em um dos milhares de sites e blogs de casamento que eu estava seguindo, tinha essa idéia de os convidados, além de deixarem mensagens, tirarem uma foto com a polaróide. Eu achei o máximo e resolvemos investir em uma dessas câmeras (que ficou de presente pra minha mãe, que odeia não poder "ver com as mãos" as fotos digitais). O livro é uma super recordação e é muito bom ler e reler as mensagens e sentir todo o amor que os nossos amigos nos desejam. O álbum foi personalizado com nossos nomes e a data do nosso casamento por essa empresa aqui e eu recomendo :)
6 de novembro de 2013
52 objetos - no. 50
Objeto no. 50 - meu vestido de noiva
Onde está - no Brasil :(
Quantidade - 1
Escolhido porque - Ah, eu não podia deixar de colocar meu vestido aqui... foi o vestido escolhido com tanto carinho para usar nesse dia tão importante e tão feliz da minha vida. Você pode me achar uma boboca, mas usar esse vestido fez eu me sentir mais especial e bonita :) Eu acho que ele tem a minha cara e o meu jeito. É simples (cof cof) com um toque inusitado, que são as pluminhas e "pétalas". Eu me senti uma mistura de princesa e fada :) contra todos os meus instintos feministas... hee hee
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